Relacionamentos.   Leave a comment

Mulheres precisam de segurança, e homens de reconhecimento. Ouvi isso em um casamento, twittei, e gerou um buzz até mais interessante do que eu pensei. Esperava ouvir aquela meia-dúzia de do-contra que discorda de tudo, e se acha diferente só pra provar que é igual todo mundo, mas, por increça que parível… Não houve nenhuma pessoa que discordasse.

O que me leva a acreditar cada vez mais numa outra história. Por mais que hoje se fale muito de relacionamentos, se tenha muito relacionamentos, com maior ou menor duração (todo mundo conhece um casal de namorados que tem pelo menos cinco anos juntos), no final das coisas, mudou tudo pra continuar a mesma coisa: a maioria de nós não sabe nada sobre o assunto.

Até porque é o velho embate entre quantidade VS qualidade. Mas quantidade, em relacionamentos, não se refere apenas ao número de relacionamentos que uma pessoa teve, mas ao tempo que essa relação durou. O que ainda não quer dizer nada. Anos atrás, um relacionamento amadurecia a partir dos três, ou quatro meses. Hoje, já se pede pelo menos uns nove, dependendo do dia-a-dia do casal. É a sociedade do imediatismo cobrando o seu preço.

A qualidade de um relacionamento não está baseada na duração deste, nem mesmo no tempo que o casal investe juntos. Qualidade vem da profundidade da relação, da intimidade dela. Não intimidade física, por suposto. Mas há relacionamentos de alguns meses mais profundos que relacionamentos de vários anos; é o que as pessoas olham e falam que o casal ‘erapraser’. Era pra ser ou eles fizeram para que fosse?

Até porque, eu acredito que se escolhe quem se ama. Não se escolhe por quem se apaixona, mas pra paixão amadurecer e virar amor, depende de uma escolha. Não é que você vai ter plena consciência de que está fazendo uma decisão, mas vão ser pelos detalhes do dia-a-dia. O amadurecimento de uma relação se dá quando você simplesmente abre mão.

Abre mão do que gosta, do que quer, do que estava pensando, pelo outro – e não se esvazia por isso. E não remói isso. Porque, se você abriu mão, não há mimimi, você reconheceu não ter mais direito sobre aquilo.

E é disso que se trata um relacionamento: abrir mão. E, é disso que se trata a profundidade de seus relacionamentos: até que ponto você está disposto(a) a abrir mão. Por isso que existe pessoas que, por mais que já tenham tido sete, oito relacionamentos, não conseguiram fazer que um deles durasse mais que ano e meio.

Porque, sempre que chega na hora de abrir mão de algo, a pessoa desiste. E não entende, onde erra.

FAQ

Ah, Abigol, mas sempre eu que tenho que abrir mão? E ela(e) não precisa abrir mão de nada?

Uai, rapaz. Aí complicou né. Porque você só abre mão do que quer. Se você ama a pessoa. Se você quer/exige algo em troca… bom, isso não é bem amar a pessoa. Você ama então, o que a pessoa *faz* por você, não o que ela *é*. E tá tudo errado.

Mas eu tenho que abrir mão de tudo?

Por suposto que não. Há pessoas que, por inúmeros motivos, religiosos ou não, prezam a virgindade até o casamento. Por mais que esse seja um valor que não esteja na moda, ainda há aqueles que pretendem casar-se virgens. Oras, se você é um(a) desses, e o (a) cara tá pressionando pra rolar, meu, casca fora. Se a pessoa não pode respeitar um dos seus princípios mais pessoais e íntimos… o que ela vai querer respeitar? Sacolé, é questão racional, não é nem emocional mais.

 

Mais perguntas? Formspring-me.

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Publicado 10/20/2010 por Abigobaldo em Opinião

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