E o que era doce, se acabou.   Leave a comment

E então, você está amando. Já abriu mão de suas escolhas, já começou a pensar não só como indivíduo, mas como casal e… tá quase sonhando com o futuro juntos esse-dois esse-dois. Qualquer dia desses vocês saíram juntos, jantaram, dividiram uma garrafa de vinho, e deitaram na grama, sob a luz do luar. É, meu amigão, já era – começam a dizer seus amigos. As pessoas já começam a tratar vocês como se fosse um só, e chamar um é, implicitamente já ter convidado o outro.

E assim seguem os dias, campeão. No mais, tudo na santa paz. No quinto final-de-semana seguido que ela(e) não quer sair, e vocês alugam um outro filme detestável de guerra/comédia romântica e ele(a) que encheu tanto o saco pra pegar aquele raio de filme, dorme, de novo, te deixando sozinho(a) com a cena mais idiota do cinema mundial, aquilo dá uma pontada de incômodo. Mas é que, o problema não era aquela massa dormindo inerte ao seu lado – o problema era NÃO querer sair, NÃO querer pegar filme bom, e NÃO querer assisti-lo.

Às vezes parece que tudo é feito pra te irritar, pra acabar com seu bom humor – porque ele(a) não abre mão de nada, só você quem abre – e depois, ainda sai como o(a) bandido(a) história. Puta mundo injusto, meÔ! -já dizia o boça.

E aí você fica irritado, e tipo! A outra pessoa nem repara que você tá nervoso(a), e quando você tenta explicar o que acontece – não te leva a sério.

É assim que sempre começam as brigas. E depois da briga, alguém deixa de fazer algo por obrigação – não por amor. Daí em frente, é um tal de um jogar na cara do outro o mundo de sacrifícios que fez; e o outro rebate dizendo que nunca pediu, e assim vai.

Até que, de repente, sempre um, ou os dois estão emburrados. Pronto: fez-se a rotina. Como podemos concluir, rotina se diferencia da constância (a qual, pelo contrário faz bem, e muito, como discutido no post anterior) pela vontade dos envolvidos. Constância é algo duradouro, rotina é temporário; você é constante, você está numa rotina.

E, uma vez nessa rotina, de mimimi, e brigas, sair dela é complicado – porque é ela quem precisa sair de você.

 

E aí, vai abrir mão de novo, ou deixar pra lembrar a vida de solteiro?

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Publicado 10/29/2010 por Abigobaldo em Opinião

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