(Auto)biografia (Não) Autorizada.   3 comments

Uma história que de fato, é sobre mim. E, se é sobre mim, é sobre eu e você.

Dentre os descolados, sou muito puritano. No meio dos conservadores já fui considerado mais que um rebelde. Há quem tente me encaixar no meio dos geeks, mas não tenho dinheiro nem paciência suficiente com programação e alguns gadgets; já me perdi no meio dos headbangers, já fui parar no meio dos hippies por causa do mesmo cabelo. Nenhum dos dois grupos me achou radical o suficiente. Outrora já fui nerd, hoje mal mal tenho as caras de estudar pra passar de ano. Já me confundiram com um romântico, mas talvez eu seja sarcástico demais pra perder todas as piadas que deveria, quem sabe um idealista, se eu não soubesse e já contasse com todos os seus defeitos. Dos realistas passo longe, porque eu ainda sonho em tê-la comigo. O que também me deve excluir do grupo dos sãos. Porém, das insanidades, a minha é uma das menores. Não sou nada, não sou ex-alguma coisa. Nunca fui político, drogado, traficante nem ladrão. Não tenho um passado emocionante, uma história dramática, nem um presente de tirar o fôlego. Não sou daqueles que podem gastar sem fechar os olhos, não sou daqueles que não podem se render ao prazer de tomar uma garrafa de refrigerante ao final de um dia de trabalho. Meu trabalho não muda o mundo, falando nele – muito menos minhas palavras. Não posso dizer que já fiz tudo que deveria, mas devia ter feito tudo que fiz. Não me arrependo de todas as voltas que dei pra chegar até aqui, e eu sei que elas não me levaram só a ti. Porque antes de me levarem à você, elas me levaram a mim. E, ao me achar, eu sei que tudo que não fiz, ou que não sou, pode mudar daqui por diante. Porque independente de não recair sob nenhuma classificação, eu serei o que for preciso pra estar ao seu lado. E não será você quem vai pedir, ou eu quem vou tentar – porque, estar ao seu lado, para mim, é natural. Não que eu tenha nascido sabendo, mas que me moldo fácil, à esse ser perfeito que é você. Entender você, os seus sorrisos, os seus suspiros e a sua voz não é difícil para quem sabe o que passa pelos seus pensamentos. Até aqueles que você gostaria de evitar. E, você pode chamar do que quiser, mas para mim, isso é amor. E, se tem uma coisa que o amor é, é um dom supremo. Porque amor, ah, Amor é Deus.

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Publicado 11/02/2010 por Abigobaldo em dorgas

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3 Respostas para “(Auto)biografia (Não) Autorizada.

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  1. muito lindo Bigo!! amei o que escreveu 😀

    Flavia de Oliveira
  2. um escritor e tanto, gostei =)

  3. opaaa… isso que eu chamo de (auto)biografia (não) autorizada… husausuasa
    ficou top…

    b-joo, Brow!!!

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