Gerações Aritméticas   1 comment

Esse papo de gerações com suas letras tá tão bizarro e confuso que realmente está ficando parecido com aritmética. Falam em geração X, Y e Z, mas ninguém sabe definir os conceitos e exatamente quando começa uma e termina outra. Nessa brincadeira, misturam-se estilos de vida e datas de nascimento como se fosse chegar em um conceito absoluto.

Olhando a história, podemos ver exatamente quando surgiram os baby-boomers (a geração que nasceu durante o grande período de desenvolvimento econômico), os filhos da depressão (que nasceram na década de 30) – todas as gerações vinham bem definidas, nasciam com pelo menos 10 ou 15 anos de diferença e… bem, as exceções não estavam tão à mostra como estão hoje.

Mas agora é difícil você definir os tipos de geração, de pessoas de modo geral, se a pelo menos cada dez ou cinco anos, a forma de se trabalhar com a vida profissional e pessoal muda radicalmente.

Em 1995, a internet era utilizada praticamente 100% por empresas; em 1998 boa parte das classes A e B tinham computadores pessoais, e racionavam o uso por conta do acesso discado; em 2000 começaram a surgir os primeiros provedores de acesso à cabo (ainda não a banda larga); 2003 explodiram as lan-houses – e surgiram as redes sociais, dando acesso praticamente ilimitado às classes C e D; em 2005 o computador passou a ser item quase obrigatório nas casas da classe média, tão importantes quanto geladeira, TV e fogão, e OH… WAIT.

Quantas gerações tivemos entre 1995 e 2005? Em 2005 mal se falavam em Smartphones que recebiam e-mails, e agora com um telefone eu posso praticamente dispensar o meu computador! EM SEIS ANOS!

Não há como se classificar na mesma geração e modo de pensar as classes A e B de 2000, com acesso banda larga, com uma noção de mundo diferente que os jovens da classe D e E, que viam o computador de uma maneira totalmente diferente – consequentemente, o mundo e o mercado de trabalho.

O critério década de nascimento, ou até mesmo qualquer tipo de critério que envolva idade já não basta mais para separar os indivíduos pelas ‘gerações’ (por mais contraproducente que isso possa parecer). Quantas pessoas pelos seus 30, 40 anos dão um show de bola no Twitter e quantos jovens de 20 anos recusam-se a utilizá-lo porque não vêem como ele pode ser útil, ou não o entendem?

Se queremos entender e trabalhar o mundo de uma maneira efetiva, seja como empresa, seja como igreja, seja como indivíduo, precisamos saber classificar as pessoas.

Anúncios

Publicado 07/12/2011 por Abigobaldo em Igreja, Utilidade Pública

Etiquetado com , , ,

Uma resposta para “Gerações Aritméticas

Assinar os comentários com RSS.

  1. Pingback: Profissão: souxial mídia |

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: