A formatação ungida – e não é pra instalar Windows.   Leave a comment

O assunto dos cursos deu até um bafafá – sem falar no do namoro, que já entraram nos TOP 5 posts mais visitados desse blog. Muitas conversas surgiram no MSN/Twitter/Facebook sobre o tema, e quando a gente vê, tá dando razão pro Ariovaldo Jr – não há problemas novos. As crises são as mesmas em igrejas tradicionais, pentecostais e neopentecostais, quer seja do Nordeste quer seja do Sul.

Muita gente, que fez cursos e treinamentos pra liderança, na verdade, não concorda e não entende com muitas práticas e tradições de suas igrejas – e simplesmente não questionam ou tentam mudar isso por alguns motivos simples: não sabem o que propor; não tem fundamento bíblico pra discutir (reconhecem isso); e, por fim, tem medo das consequências que esse questionamento possa ter.

É complicado isso, complicado. Primeiro porque nada mais justo que precisar de uma nova proposta pra substituir uma antiga – já há desconstrutores demais que não acrescentam nada por aí. Mas porquê ninguém tem novas ideias, novas propostas?

Se parar pra pensar, o sistema, incluindo aí o sistema eclesiástico colabora pra formatação das pessoas (você tem um modelo de cristão-padrão a seguir, e deve se ater a ele, o que passar dali, mesmo que não seja pecado, é mal-visto pelas igrejas), o que complica surtos criativos.

Quer um exemplo simples disso? Modelo de evangelismo. As cartilhas de evangelismo utilizadas hoje são as mesmas dos anos 70, 80 – não se mudou nenhuma vírgula. O ensino evangelístico de hoje é tão atual e útil pra essa geração quanto um curso de manutenção de mimeógrafos.

Depois, vem a segunda barreira: falta de conhecimento bíblico. Vou mudar essa barreira um pouquinho, colocar sob uma outra ótica: falta de como provar seu conhecimento bíblico – ou melhor – seu conhecimento doutrinário. Para que uma pessoa seja ouvida numa igreja, ouvida com atenção, ela deve ter passado por inúmeras fases de sua vida espiritual (em itálico, porque eu detesto expressões com espiritual no meio), e passar por essas fases, implica, naturalmente em uma formatação RESSURGINDO a primeira barreira.

Por final, digamos que a pessoa, mesmo formatada, conseguiu ter uma idéia brilhante, que pode até dar certo, e ela já está numa posição (porque na igreja, tudo se trata de posição) de ser ouvida. Mas ela se cala. Porquê? Pela última barreira, a pior: medo.

Os pastores assumiram uma posição, nas igrejas evangélicas, muito além do que de guia da vida espiritual, mas de chefes de uma oligarquia que é a liderança. Se o chefe se agrada, ótimo, todo mundo fica feliz. Se o chefe coça o queixo e já se mostra desfavorável, a pessoa cai em desgraça. Será que é essa a liderança que puxa vida, que irônico, temos que nos submeter?

Quem se importa afinal se é a liderança que deve servir, o problema é pior ainda: aqueles que deveriam se submeter, mas submetem aos outros ainda se mostram injustos e quiçá tirânicos. É muita reviravolta pra uma instituição só.

O problema não é a igreja institucional, são as bases em que ela se sustenta e o cristianismo que ela tem pregado, que de Cristo, só a imagem da cruz – porque crucifixo é coisa de católico.

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Publicado 07/21/2011 por Abigobaldo em Uncategorized

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