Dualidade ou integralidade?   1 comment

Seria injustiça publicar este post sem dar créditos devidos ao
grande amigo Cleber, que foi o meu tira-teima bíblico. Valeu Clebão!

Estamos acostumados com a dualidade nas nossas vidas: comunista ou capitalista; santo ou profano; moral ou imoral; certo ou errado; justo ou injusto; corinthiano ou ser humano; espiritual ou carnal. E o problema de classificarmos as coisas de acordo com essa dualidade é que consideramos que, invariavelmente, quando não for um será o outro.

Podíamos aprender mais com a linha oriental de pensamento (aonde surgiu o Evangelho): ao invés de pensarmos necessariamente em justiça ou injustiça, preocupar-nos com o equilíbrio. Por mais que nos esforcemos, o perfeitamente justo, ou perfeitamente certo sempre estará longe demais de nossos conceitos. Assim como o santo, o moral, e com certeza, a humanidade para um corinthiano.

O fato é que, ao contrário do corinthiano, nem sempre algo vai ser 100% justo, ou 100% santo. A pureza das coisas, que nós ocidentais tanto buscamos, nem sempre existe, ou está disponível. A coisa mais idiota que um cristão pode fazer, após o ato sexual é dizer que não foi carnal – foi com amor. Pouco importa se foi durante um casamento reconhecido pela Igreja, ou se foi algo que aconteceu sem que alguém premeditasse – o fato é que o sexo é carnal. Não existe relação sexual desprovida de carnalidade; embora exista relação sexual sem espiritualidade.

O que eu quero dizer é que muitas vezes buscamos provar, num modelo conceitual, que somos tão perfeitamente moldados quanto o cristianismo ocidental permite.  E isso está não só equivocado, como nos asfastando do mundo.

Dizer que a transa não foi carnal, baby seria dizer que não houve vontade, não houve tesão, não houve, bem, basicamente quase todos elementos que uma relação sexual tem. E se faltam esses elementos no seu casamento, amigo, procure ajuda – sério.

Não estou dizendo pra se afogar em seus prazeres sexuais e ignorar o(a) parceiro(a). A vitória do espírito sobre a carne não resulta em aniquilação da carne (ausência de prazeres) ou na liberdade carnal (preponderância de prazeres), mas na criação da carne, literalmente, em cativeiro.

Quando se diz acerca do espírito dominar a carne, se diz em fazer a carne trabalhar em prol do espírito. Aí nos tornamos seres que, 100% espirituais e 100% carnais, honramos a nossa vida. Inclusive na hora do sexo – que não se esqueçam, foi o primeiro mandamento.

E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. (Gn 01:28)

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Publicado 08/30/2011 por Abigobaldo em Igreja

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Uma resposta para “Dualidade ou integralidade?

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  1. resumindo…ser corinthiano é pecado. Procure ajuda.
    Mas falando sério, um casal é santo, dentro e fora do quarto.. é uma pena que assuntos assim não sejam tratados naturalmente…
    Otiiimo texto.

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