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Sonhos de um profeta   Leave a comment

Estava dormindo, quando acordei assustado
Não queria acreditar no que tinha sonhado
É que não sei se foi como uma premonição
foi como ver meus medos numa revelação

Eu vi igrejas fechadas, celebrando a glória
vi pessoas andando perdidas, mundo afora
Gritos de ódio saindo dos slogans de amor
hipocrisia se revelando com todo esplendor

Estive num grupo de oração
sem uma palavra de perdão
Passei até por manifestação
toda de caras de reprovação

Em todas aquelas casas com o sinal da cruz
Jesus encarou pecado onde devia haver luz
Aqueles quarenta dias sem ter nenhum pão
eram desperdiçadas em mesas de perdição

Participei de louvor ungido
passei a mão no óleo vivo
Fui em cultos de consagração
neles não ouvi dizerem não

Prédios construídos todos cheios do poder
poder daquele que dizem que ninguém vê
Os cegos guiados por quem diz o conhecer
ignorantes de tudo aquilo que é o real saber

Estive na mesa de uma nova inquisição
o diabo e as testemunhas de acusação
trocando suas farpas com aquele varão
O mesmo que não quis abrir a sua mão

Ternos, trajes, todos na última moda
o reflexo de uma vida que se enrola
As marcas do peixe gospel brilhante
grudada na lataria do carro possante

Pobres sobrevivendo sem amor
abandonados junto com sua dor
A prostituta correu com temor
Da revolta dos justos do Senhor

Tudo isso foi nos meus sonhos que eu vi
Mas não sei acordar, não sei como lutar
Me parece que, na verdade, eu não dormi
Mas, no fundo, a verdade foi que eu nasci

 

Publicado 02/22/2012 por Abigobaldo em dorgas

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Janela Aberta   1 comment

Acostumei a me deitar nessa cama vazia
Você distante além do que a gente queria
Os dias passam e a coberta continua fria
Perco o sono, como há muito não perdia

Tudo se passou, de nós ficou só o adeus
Tudo já mudou, e as promessas ficaram
Você saiu de casa, deixou a janela aberta
E sem você aqui, eu não consigo fechar

Toda noite o vento entra, me arrepia
Sem você, minha cama continua fria
Penso em levantar, ir me esquentar
Mas eu sei que a janela não se fechará

Tudo se passou, de nós ficou só o adeus
Tudo já mudou, e as promessas ficaram
Você saiu de casa, deixou a janela aberta
E sem você aqui, eu não consigo fechar

Conto as horas enquanto o sono não vem
Lembrando como era bom ter você aqui
Não me importava se a janela ia se abrir
Nos acostumamos a fingir que tá tudo bem

Tudo se passou, de nós ficou só o adeus
Tudo já mudou, e as promessas ficaram
Você saiu de casa, deixou a janela aberta
E sem você aqui, eu não consigo fechar

Toda noite o vento entra, me arrepia
Sem você, minha cama continua fria
Penso em levantar, ir me esquentar
Mas eu sei que a janela não se fechará

Publicado 02/21/2012 por Abigobaldo em dorgas

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Do que eu perdi   1 comment

Parei de andar,
não reconheci meu lugar
Parei de relutar,
juro eu tentei recomeçar
Parei pra chorar,
Não havia pronde sonhar

Tudo parece tão distante,
não sei onde nos perdemos
Tudo parece tão obscuro,
o que foi que nós fizemos?
Tudo parece tão errado,
Será que nos esquecemos?

Olhar pra trás é buscar se machucar
abrir feridas que não vão cicatrizar
Sentir falta ainda sem saber te olhar
Como se não bastasse mais te amar

Tudo parece tão distante,
não sei onde nos perdemos
Tudo parece tão obscuro,
o que foi que nós fizemos?
Tudo parece tão errado,
Será que nos esquecemos?

Publicado 02/20/2012 por Abigobaldo em dorgas

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Todo errado   Leave a comment

Pode ser fácil dizer que tudo mudou
que aquilo que a gente tinha passou
Mas seus olhos me dizem não saber
qual o dia que eu me perdi de você

Me vi numa vida meio inconstante
sem saber como era mesmo antes
Aqueles dias viraram mais um mês
Nós ainda caminhávamos errantes

Deixar pra trás não é complicado
quando não há nada a perder
O problema que eu, todo errado
grudei a minha alma à você
E guardo silêncio, eu fico calado
vendo tudo isso se desfazer

Me vi numa vida meio inconstante
sem saber como era mesmo antes
Aqueles dias viraram mais um mês
Nós ainda caminhávamos errantes

Sem calor, sem sabor, perdeu a cor
O passado ficou só na memória
Fica o medo, o segredo desde cedo
Receio de errar a partir de agora

Deixar pra trás não é complicado
quando não há nada a perder
O problema que eu, todo errado
grudei a minha alma à você
E guardo silêncio, eu fico calado
vendo tudo isso se desfazer

Publicado 02/12/2012 por Abigobaldo em dorgas

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Eu e você.   1 comment

Sabe Deus, o que aconteceu
que um dia você olhou pra mim
Foi até por um cisco no olho
Que deu daquela piscada assim

Eu não soube como explicar,
Porque você estava a me olhar
Ainda procurava me esconder
Parar, pensar, tentar entender
que era comigo você ia flertar

Eu e você, na realidade
Eu ainda tenho saudade
Eu e você, nós frente a frente
Ninguém atrapalha a gente

Nessas horas os amigos somem
Todos os apoios desaparecem
Somos só eu e você, de verdade
Sem tempo pra alguma falsidade

Eu e você, na realidade
Eu ainda tenho saudade
Eu e você, nós frente a frente
Ninguém atrapalha a gente

Publicado 05/27/2011 por Abigobaldo em dorgas

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Depois daquela partida.   Leave a comment

Eu olho pra trás e não consigo ver o que passou
A lembrança não passa do que o vento soprou
Todos aqueles dias escritos na minha memória
Esperando pela poeira que ainda não assentou

Fico perdido, desisti de entender
Qual delas poderia ser eu e você?
Levando os olhos tentando ver
Aonde foi que eu fui perder você?

O tempo passa, sem minha história mudar
Eu já perdi a fé no poder dele vir me curar
E olho pro vazio que você costumava ocupar

Não imaginava que você iria embora
Eu pensei que estaria contigo lá fora
Não sei o que espera que eu ainda faça
Com os planos que sobraram pra agora

Publicado 03/11/2011 por Abigobaldo em dorgas

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O pretérito, no futuro.   2 comments

Se um dia fosse escrever o que passou
Como se uma caneta pudesse expressar
Se um dia fosse quando tudo se acabou
Como se nossa memória não fosse falhar

Eu não esconderia as nossas brigas
-porque foram elas que nos moldaram
Eu não fugiria de todas as intrigas
-nelas as nossas almas se encontraram

Não mentiria que foi miraculoso
Foi na simplicidade que você me fisgou
O amor não tem nada misterioso
Na rotina que seu sorriso me conquistou

Mas de todas as coisas, o que eu queria dizer
Do fundo da minha alma, sem me arrepender
É que um dia te fiz sorrir, que sem você saber
Eu me declarei, e você quem quis se envolver

Publicado 03/10/2011 por Abigobaldo em dorgas

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